História da Igreja Batista do 7º Dia

Batistas do Sétimo Dia emergem durante a grande década (1650-1660)

 A despeito de suspeitas e oposição, o período do Commonwealth, que seguiu à decapitação de Carlos I foi um período de mudanças políticas e religiosas.
 
Após anos de autoritarismo da coroa e da igreja oficial, verificou-se um período de relativa liberdade para encontrar e desenvolver uma identidade pessoal, tanto na prática política e religiosa. Foi, portanto, nesta década de relativa liberdade que apareceu a denominação Batista do Sétimo Dia, como um grupo separado e distinto de Cristão.
 
Alguns eventos na história podem ser datados de forma precisa através de acontecimentos e ações decisivas. Produziram-se, no entanto, movimentos na história, cujo inicio não pode ser claramente entendido; conseqüentemente não se pode estabelecer datas precisas, pois se trata de movimentos que surgem como resultado de idéias que vão amadurecendo lentamente e portanto também se concretizando gradualmente. Muitos fatores neste amadurecimento gradual, que produziu a denominação Batista do Sétimo Dia, trazem dificuldades para os historiadores que estudaram a história desta igreja, isto é, no sentido de estabelecer uma data exata para seu início. Entre os fatores mencionados estão a autoria anônima e oscilações ou mudanças rápidas nos pontos de vista doutrinários.
 
Primeiro fator a considerar são os autores anônimos. Havia, como dissemos, uma liberdade relativa. Havia ainda muitos preconceitos e desconfianças e no horizonte ainda se desenhavam os temores de uma mudança política súbita que provocasse o retorno da ditadura religiosa com seu poder de condenar e executar pessoas. Assim que, para evitar suspeitas e perigo de perseguição, muitos escreveram na condição de anônimos, ou então, usavam as iniciais no lugar do nome completo. Algumas atas continham o registro em código, como foi o caso da igreja batista de Tewkesury, que continham os nomes de Stephen e Anne Munford, os primeiros Batistas do Sétimo Dia na América. A identificação também é dificultada por uma variedade de pronúncias de alguns nomes. O nome de James Oxford, algumas vezes pronunciado Oxford; e Peter Chamberlem aparece eventualmente como Chamberlem; e William Salter aparece com as variantes Salter, Seller ou Sellers.
 
Segundo, as crenças se tornaram mutantes, ao sabor da liberdade jamais usufruída antes, as crenças oscilavam e muitos mudavam de opinião com relativa facilidade. B. R. White observou que as convicções das pessoas mudavam com uma velocidade de "quebrar o pescoço". Assim a pessoa podia ser fiel à sua comum congregação em 1644, e logo depois ser um presbiteriano, um independente, um batista, um pesquisador e antes da restauração de Carlos II, em 1660, um Quaker. Ele observou que não era uma "atitude sábia" deduzir que a pessoa permanecesse de forma estável em um grupo, só porque um fragmento histórico noticiou a sua presença neste grupo.
 
A terceira dificuldade em estabelecer uma data especifica para a formação de igrejas é que, embora o indivíduo tivesse crenças distintivas em relação ao sábado e ao batismo, ele compartilhava outras doutrinas com outros grupos religiosos. Assim um grupo de pessoas que a história poderia definir como Batistas do Sétimo Dia, por suas convicções quando ao batismo e o sábado, eram membros participantes de denominações guardadoras do domingo. Alguns até serviam como pastores de outras denominações enquanto mantinham pequenos grupos privados, com os quais cultuavam o Senhor no Sábado.
 

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